São Paulo: Fim de semana da parada LGBT tem shows, debates e exibição de filmes

Por: Agência Brasil

A cidade de São Paulo recebe neste domingo (23) mais uma edição da parada LGBT, que acontece anualmente há 23 anos, durante o mês de junho, quando se celebra o orgulho das lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

O tema da passeata deste ano é “50 Anos de Stonewall: Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+“. É uma homenagem à série de protestos de junho de 1969 em um bar no bairro do Greenwich Village, em Nova York, chamado Stonewall Inn, contra batidas policiais que miravam a comunidade. 

Para a presidente da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT SP), Claudia Regina, a revolta histórica de Stonewall é um marco importante na luta dos direitos LGBT do mundo todo.

“Ele nos mostra que, independentemente do governo ou de qualquer /ameaça que enfrentamos diariamente na rua, dentro de casa ou em qualquer lugar, precisamos ser fortes, resistir e sermos nós mesmos, vivendo e lutando por nosso amor que não difere em nada do amor de outras pessoas. Lembrar de Stonewall é lembrar de nossas conquistas e do nosso orgulho de ser LGBT”, afirma.

De acordo com a organização da parada, a expectativa é que ao menos 3 milhões de pessoas participem da celebração. Entre as atrações confirmadas estão artistas como Gloria GrooveLuisa Sonza, Aretuza Love, Lexa e a ex-Spice Girl Mel C. Veja a programação completa aqui.

A concentração será, como todo ano, no vão-livre do Masp, na Avenida Paulista. A partir das 12h, os trios elétricos começam a percorrer o trajeto, que descerá até a Praça Roosevelt, onde ocorre, às 18h30, um show de encerramento.

A parada de São Paulo é uma das maiores do mundo. Apesar disso, a percepção de que a capital é uma cidade tolerante com a população LGBT caiu 10 pontos percentuais em um ano, de 50% para 40%.

A Luta LGBT e o Governo Bolsonaro: Sâmia Bomfim, David Miranda, Monica Seixas, Erika Hilton e Maíra Mee Daher debatem a articulação política da comunidade LGBT durante o atual governo, cujo presidente já deu declarações dizendo ser “homofóbico com muito orgulho”.

XVII Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo: Todos os anos, no sábado anterior à Parada LGBT, o movimento de mulheres lésbicas e bissexuais organiza um ato próprio. Neste ano, o mote será “a política do ódio não nos representa: mulheres lésbicas e bis, trans e cis, na mesma luta pela vida e por liberdade”.

Pajuball: A Casa Natura reúne diversos ativistas do movimento trans no Brasil, com mesa de conversa, performances e shows. O objetivo é discutir diferentes identidades de gênero e o protagonismo das travestis, pessoas trans e negras em movimentos políticos e sociais como o Stonewall.

Devassos no Paraíso — o Brasil mostra sua cara: a obra de João Silvério Trevisan, ativista do movimento, faz uma pesquisa profunda para a compreensão da história LGBT no Brasil. No Museu da Diversidade, dentro da estação República do Metrô, há uma exposição inspirada no livro.

Cine na Praça LGBT: Durante a semana, o espaço localizado na Praça Vitor Civita exibe uma série de filmes com temática LGBT. Na sexta-feira (19), às 18h, passará “Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg, seguida de uma apresentação do músico Jaloo. No dia 27, às 19h, será a vez do drama “Desobediência”, de Sebastián Lelio.

Free Walk Tour LGBT: Com saída do Largo Santa Cecília, o passeio visita pontos importantes para história da comunidade LGBT. O Largo do Arouche, as baladas do Baixo Augusta e o Museu da Diversidade Sexual fazem parte do roteiro. Para participar, é preciso chegar no ponto de encontro no sábado (22), às 14h45.

Oficina de Segurança e Defesa Pessoal para LGBTs: No sábado (22), a partir das 15h, a Casa 1 em parceria com o grupo “Piranhas Team” promovem uma oficina de defesa pessoal para a população LGBT. O encontro acontece na rua Adoniran Barbosa, 151.

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